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Robotização e Inteligência Artificial, como essas macrotendências podem mudar o seu trabalho?

Em algum momento você já se questionou, se o seu emprego existirá no futuro?

O texto abaixo abordará alguns dos possíveis cenários, não somente do seu, ou do meu emprego, mas com o emprego de todo mundo.

Mas, antes para contextualizar a nossa conversa, vamos fazer uma viagem no tempo….

Imagine que estamos no longínquo ano de 2000 e somos funcionários da BlockBuster, a empresa havia sido comprada em 1997 pela VIACON por mais de USS 8 bilhões de dólares, o que em valores atuais seria equivalentes a USS 14 bilhões de dólares, havia também 84 mil funcionários ao redor do mundo distribuídos em 9 mil lojas.

Dentro deste contexto, quais as chances de perdermos o nosso emprego para a automação, assim como os trabalhadores do campo perderam seus empregos para as colheitadeiras anos antes? Afinal, qual robô irá interagir com os clientes e recomendar bons filmes.

Esse cenário poderia ter sido muito diferente se os executivos da BlockBuster não tivessem rido da oferta de USS 50 milhões de dólares, de uma empresa que enviava DVDs pelo Correio, uma tal de NETFLIX, já ouviu falar?

Ao passo que a BlockBuster foi sendo extinta, a Netflix foi avaliada por USS 61 bilhões de dólares de valor de mercado. No entanto a Netflix não tinha nenhuma loja física e empregava menos de 5 mil pessoas. 

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Ao longo da história, já passamos por várias revoluções que mudaram de forma radical o modo como nos relacionamos com o trabalho, a mecanização agrícola, por exemplo, tirou várias pessoas do campo e as trouxe para a cidade. Em sua grande maioria, essas pessoas conseguiram emprego em setores secundários.

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Nas cidades, a mecanização das fábricas contribuíram para o aumento do desemprego, as máquinas a vapor contribuíram para a diminuição do trabalho manual, ao passo que haviam novas oportunidades em mercados como exportação e operadores de máquina a vapor. Enquanto isso, no Brasil, a migração de trabalho caminhou para empregos em vendas e serviços que fomentaram o setor terciário.

Além disso, os momentos históricos demostravam que todas as vezes que a tecnologia substitui o nosso trabalho encontrávamos novas ocupações, mas agora estamos em um momento onde robôs e inteligência artificial estão tornando as profissões obsoletas. Será que dessa vez é diferente?

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De acordo com, os autores da ERA DAS MÁQUINAS, Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee, essa revolução se diferencia das outras em muitos aspectos, exemplificando que nos Estados Unidos quando houve a migração do campo para as maquinas, a produtividade e os salários aumentaram de forma conjunta, da década de 90 até os dias atuais a produtividade aumentou significativamente, já os salários não. Segundo os autores, isso já é culpa da automação, um operário em 2013 já produzia o dobro de um operário em 1976, mas não ganhava nem 10% a mais.

Do mesmo modo, Martin Ford, destaca que a fase de desenvolvimento econômico que traz novos postos de trabalho e aumento de poder de consumo para todo mundo está em declínio. Na década de 90, muitas empresas transferiram a sua linha de produção para locais como Ásia, especialmente a China onde a mão de obra era muito mais barata.

Atualmente, as empresas estão voltando os processos de produção para os países de origem, porém com o processo totalmente robotizado ou grande parte dele, assim como os robôs que constroem a maior parte dos Teslas.

Em países como Japão e Austrália, os robôs são aceitos como uma solução para que o país continue produzindo sem precisar aceitar imigrantes, e em países como Alemanha e China quando há indecisão entre aumentar salários e investir em automação, empresas como Foxcom escolhem a automação.

No ano de 2011, a Amazon foi duramente criticada pelo tratamento dado a seus funcionários em seu Centro de Distribuição, o calor era tão intenso que as pessoas desmaiavam de calor. Em 2012, a Amazon comprou os robôs de startup de logística chamada Kiva. Hoje mais de 75 mil robôs percorrem os centros de distribuição, e eles não reclamam do calor.

Neste momento, ainda há postos de trabalhos intermediários, para funcionários que transportam matéria prima ou funcionários que transportam um material de uma máquina a outra. 

Entretanto, os robôs desenvolvem mais e mais habilidades a cada dia, isso sem falar nos setores terciários dos serviços pois por enquanto a automação e informação estão criado novos trabalhos. O desenvolvimento de tecnologias como GPS e os smartphones foi o que possibilitaram os motoristas de Uber e Cabify, por exemplo, mas assim que o desenvolvimento da tecnologia que viabilizar o uso dos veículos autônomos, o emprego desses motoristas estará ameaçado novamente.

Na atualidade, alguns setores os postos de trabalho já estão sendo substituídos por robôs, caixas de supermercado autônomos já são comuns em alguns países, ainda que aqui no Brasil estão em fase de experimentação. A substituição de motoristas, caminhoneiros e taxistas irão sumir vai além de questões financeiras e até de segurança, se a Tesla ou o Uber não fizer o concorrente fará. 

O que nos leva a refletir sobre a Lei de Amara:

“Tendemos a superestimar o efeito de uma tecnologia tem a custo prazo e subestimar o efeito que ela tem ao longo prazo” AMARA 

Os estudos sobre o trabalho do futuro indicam que as posições que tem atividades muito repetitivas como: contadores, motoristas e até mineiros tendem a desaparecer, enquanto posições que envolvam criatividade e interação com pessoas por enquanto estão mais seguras. 

Nem todos os trabalhos serão substituídos por robôs, os funcionários da BlockBuster por exemplo, não foram substituídos, a automação fez com as posições não fossem mais necessárias. Para repensar os novos modos de trabalho, podemos destacar que software e internet já pode acabar com muito trabalho físico que temos hoje.

Gostou do tema, bem complexo, não é? Deseja se aprofundar, seguem algumas indicações abaixo:


Podcast: Nerdtech – Robôs querem seu emprego: 

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A Segunda Era das Máquinas, por Erik Brynjolfsson e‎ Andrew McAfee: 
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Rise of the Robots: Technology and the Threat of a Jobless Future, por Martin Ford:  //amzn.to/2nbbVga

E você já se questionou sobre o futuro do seu trabalho? Deixe o seu comentário abaixo….

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