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O Futuro do Trabalho e a GIG Economy

Nos dias atuais com o desemprego assolando cerca de 12% da população, a preocupação com a empregabilidade faz com que tenhamos um olhar diferenciado como estão se desenvolvendo conceitos como: emprego e carreira. No texto abaixo falaremos de alguns de uns algumas das tendências mais presentes nas pesquisas do futuro do trabalho.

No post anterior, foi abordado como a robotização e a inteligência artificial pode acabar com alguns empregos. Mas é os outros trabalhos, como ficarão…

A verdade que é impossível prever o futuro, mas ao menos em um conceito temos um consenso: a mudança será cada mais constante e precisamos nos preparar para enfrentá-la.

E falando em mudança….

Se por acaso você tem mais de 30, assim como eu, certamente já aprendeu coisas que hoje já estão pra lá de ultrapassadas, por exemplo, aprendi que o sistema solar tinha nove planetas e que Plutão fazia parte dele, tive aulas de datilografia e ainda fazia pesquisas dos meus trabalhos escolares na Barsa.

Ao longo do tempo, conforme mais pesquisamos e mais aprendemos, o conhecimento avança e parte deste conhecimento fica defasado, e cada vez mais essa defasagem acontece de forma mais e mais rápida. Tendo como exemplo a Medicina, o conhecimento fica obsoleto em 45 anos em média, na Física em uma media de 13 anos, na Economia e na Matemática em 9 anos e 7 anos da Psicologia, isso quer dizer que em alguns casos ao terminar a graduação que tem um tempo de 4 a 5 anos, já estamos com conhecimento desfasado.

Atualmente, umas das áreas que geram mais empregos são: Assistentes de Voz; Redes Neurais e Block Chain. Todas essas ferramentas possuem uma base mais antiga, mas a versão que conhecemos hoje foram criadas depois de 2005, Block Chain por exemplo foi criada com a publicação do artigo de Satoshi Nakamoto em 2008; as Redes Neurais modernas foram viabilizadas por volta dos anos 2000 devido ao aumento do processamento de dados e o Reconhecimento de Voz foi aprimorado recentemente e refinado ao ponto de se tornar prático nas assistente virtuais atuais que são utilizadas nos smartphones.

As criações citadas acima são recentes, o que significa que qualquer um formado em 2005 e a maioria das pessoas formadas em 2010 não teve a chance de estudar esses temas na Faculdade. Outros exemplos como: um eletrodoméstico, uma câmera fotográfica ou um carro poderiam ficar anos sem atualizações. Já os celulares top de linha são lançados por empresas como Apple e Samsung lançam produtos todos os anos e quando se acreditava que os produtores de smartphones iriam reduzir o tempo de lançamento empresas como Xiaomi e One Plus lançam modelos novos duas vezes ao ano. 

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Observando o avanço da tecnologia é possível afirmar que ainda há muito por vir e provavelmente a área que você irá trabalhar daqui há 5 anos tem grande chances de nem ter sido criada, ou ao menos não ter ganho grande importância. E com isso vem o questionamento: COMO SE PREPARAR PARA ALGO QUE AINDA NÃO SABEMOS O QUE É?

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Preocupadas com isso, organizações como, o Fórum Econômico Mundial fez um estudo e destacou as características que serão mais solicitadas no futuro. 

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Nas faculdades de ponta dos Estados Unidos como MIT já foram inclusos como requisito de todos os cursos matérias como: programação e inteligência artificial, pois segundo eles todos que trabalham com conhecimento irá precisar dominar. 

Por outro lado, há casos de empregos que dependem de competências especificas, a tecnologia está tornando os empregos em si ultrapassados, ou até mesmo acabando com eles. Na GIG Economy, que em tradução literal seria “a economia dos bicos” a pesquisadora Sarah Kessler autora do livro Gigged destaca que uma atividade que antes gerava a demanda de um emprego, hoje é dividida em etapas e são coordenadas automaticamente por aplicativos entre várias pessoas. Uma serie de demandas que antes dependiam de mão de obra dedicada está mudando para bicos, que todos podem contratas via app, como por exemplo: Get Ninjas; Uber; Rappi e etc

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Contudo, é possível afirmar que a automatização do trabalho via aplicativos está apenas começando. A tecnologia implementada por essas empresas não precisa de grandes infraestruturas físicas e em pouco tempo a empresa pode expandir e mudar o mercado de trabalho, o exemplo foi criado em 2009 e em 2014 já era mundial e foi avaliado em USS 40 Bilhões de dólares. De acordo com, Sarah Kessler do Gigged:

“Quem tende a se dar melhor e se beneficiar a essa flexibilidade dessa demanda são os profissionais mais qualificados”.

No mais, essa mesma tecnologia que elimina alguns empregos também propicia que o conhecimento esteja mais acessível para todos, fazer uma transição de carreira ou até mesmo ter duas carreiras de forma paralela está cada vez mais viável. Do mesmo modo que estávamos defasados para o que já aprendemos, ainda está mundo cedo para aprender o que vamos precisar e vamos precisar aprender muito, muito mais… A cada dia precisaremos aprender em maior quantidade e em menor tempo para ficarmos no mesmo lugar, ou melhor no seu emprego.

Segue alguns conteúdos para se aprofundar um pouco no tema:

//www.b9.com.br/109024/mamilos-199-futuro-do-trabalho/


  • Documentário: A Uberização do Trabalho:
  • Livro: Gigged – The End of the Job and the the Future of Work.

E você gostou do conteúdo, já tinha ouvido falar nesses termos? Deixe a sua opinião….

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